28th out

Pinati Israeli Soul

Bom dia Comida Conecta, hoje vamos falar sobre culinária judaica/israelense com a Pinati Israeli Soul, restaurante/lanchonete especializada localizada no bairro de Higenópolis em São Paulo.

Hmmm, certo, o que exatamente quer dizer culinária judaica?

Antes de mais nada é preciso entender algumas coisas relacionadas a cultura, história e geografia. Israel é o estado oficial judaico, declarado independente do Mandato Britânico da Palestina em 1948, embora sua história e colaboração cultural date de milhares de anos atrás. Isso entendido é preciso compreender como a religião se mistura com a política, geografia e cotidiano. Mesmo sendo uma república parlamentarista, quase a totalidade dos seus habitantes são judeus.

Certo e o que isso tem a ver com comida?

Aqui entra um conceito essencial para continuarmos com este post. A culinária kosher (se pronuncia káshér) é aquela certificada ou que está de acordo com as leis da dieta do Kashuruth, tradição que deriva dos textos dos livros de Levítico e Deuteronômio (contidos tanto no Torá, livro sagrado judaico, quanto na bíblia, versão cristã). Os mulçumanos, também adotam um código rígidos de práticas dietárias chamada Halal, criado também há milhares de anos com propósitos sanitários, religiosos e filosóficos.

Entre exemplos práticos de presupostos Kosher estão “fervilhar o cabrito (cabra, ovelha, bezerro) no leite de sua mãe”, o que limitaria (para aqueles que obedecem estritamente as recomendações e proibições) o consumo de receitas como strogonoff (carne com creme de leite) mais um exemplo clássico de “animais abatidos em processos feitos por não judeus” (esta prática também existe para o código Halal).

Bem, vamos voltar ao Pinati?

Por que falamos tudo isso? Por que o Pinati, como restaurante tradicional da comunidade judaica, conta com o seu certificado de Kashrut exposto em plena visão para qualquer um averiguar. Não importa se você acha isso certo, errado, se gosta ou não ok? O importante para o Comida Conecta é perceber como alimentar-se gera conexões culturais e históricas, ampliando a nossa percepção de mundo, comunidade, troca e como isso nos torna pessoas mais curiosas e em busca de sabores novos.

Aos pratos?

Vamos falar basicamente de SANDUÍCHES! Sim, sanduíches. Começando com um sanduba de pastrami suculento, feito com picles e molho de mostarda, servido em um pão pita artesanal (aquele bem fininho e redondo sabe?)

Para quem não sabe, pastrami é uma receita de carne bovina curtida e/ou defumada cuja origem é atribuída a romenos judeus (aparentemente pastrama significa algo curtido, conservado para durar mais tempo) que ficou muito famosa em Nova Iorque e diversas metrópoles pelo mundo.

O pessoal do Pinati adicionou pickles e uma maionese caseira, deliciosa! Pelo tamanho da imagem, se você estiver com MUITA fome, acho que o sanduba não dá conta sozinho, mas creio que seja muito bem servido (para algumas pessoas apenas ele já vai bastar para um almoço)

Depois, uma invenção GENIAL!

Lembra do bolovo? Aquele ovo cozido que é envolto por um bolinho de carne que é frito? Então…

Agora imagine o seguinte: aquele bolinho de grão de bico e salsinha, o Falafel (se tiver dúvidas, consulta nosso post), com um OVO dentro! Pronto, chamaram ele de Falovo, servido com um pouco de Tahina (também escutamos como tahine, mas trata-se da mesma coisa), um molho feito a partir de gergelim, muito presente na culinária do oriente médio. Pessoalmente eu comeria duzias deste bolinho com cervejas geladas. Na ocasião que fomos ao Pinati, bebemos um Baer-Mate, um chá mate refoçado com cafeína, muito gostoso por sinal!

Continunando, mais sanduíches!

Um outro clássico da culinária do oriente médio e também da culinária judaica é o Schwarma, um sanduba enrroladão feito normalmente com carne de carneiro (pelo menos foi assim que eu comi a primeira vez). Provamos a versão de frango, servida enrrolada em um papel alumínio e quentinho! Muito saboroso e feito na hora, em um balcão no restaurante. Escolhemos uma combinação pouco comum para as bebidas: uma água de coco! =D

Last but not least!

Sabich (me falaram que se pronuncia sabirrr, algo como um R mudo no final) é um sanduíche feito beringela grelhada, ovo cozido e picado e um molho amba (feito com manga e curry, bem equilibrado, mas apimentado), também servido no pão pita artesanal.
Muito gostoso, mas impossível de comer sem fazer uma bagunça com o molho, beringela e ovo picado =D. A escolha de acompanhamento para bebida neste caso foi uma cerveja IPA americana da Trilha, cervejaria artesanal no bairro da Pompéia. Experimentamos a versão Melonrise, bem clara e embora muitos imaginam, eu não achei muito amarga. Com certeza vou buscar mais versões desta cervejaria!

Bem, ficamos por aqui hoje. Adoramos conhecer mais sobre a culinária judaica e agradecemos o Pinati por todas as delícias servidas! Caso você tiver alguma recomendação de restaurantes, deli, lanchonete ou produtores locais da comunidade judaica, ou de qualquer outro lugar, por mais simples que seja, nós adoraríamos conhecer!

Aliás, se alguém conhecer envolvidos nas comunidades judaica e/ou islâmicas para conversar sobre processos Kosher e Halal, eu gostaria muito, não apenas para a parte de manuseio de carnes (sei que os maiores produtores de proteína animal no Brasil são certificados), mas receitas também!

Até a próxima Comida Conecta!

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