14th out

Bicol Korean Cuisine

Hey pessoal voltamos e hoje Comida Conecta vai falar novamente sobre culinária coreana com o Bicol Korean Cuisine. Você já deve ter visto nosso post sobre Tteokbokki (떡볶이), um tipo de macarrão de arroz apimentado, mas hoje vamos abordar outros clássicos da cozinha coreana.

Começando, iremos para o bairro da Aclimação, em São Paulo, conhecido por ter grande concentração de famílias coreanas e logicamente, restaurantes típicos. Minha esposa falou há bastante tempo do Bicol, que conta este ano com 19 anos de atividade (sim, não é um restaurante novo nem uma nova revelação, se não o conhece, sugiro ir e descobrir um pouco mais).

Ele fica na Rua José Getúlio, bem próximo ao parque da Aclimação, perto de pelo menos umas duas estações de metrô e grandes vias de acesso.Poxa, mas não li nem sobre Tteokbokki e não sei nada de culinária coreana… Okay! Primeiras coisas a saber: Embora ambas as culinárias sejam asiáticas, caso você acredite que culinária japonesa é parecida com coreana, talvez seja melhor rever alguns conceitos.

O uso de pimenta, alho e gengibre é comum, fazendo as receitas serem apimentadas naturalmente. Por fim, apenas para começar, a culinária coreana consume bastante carne, o que será parte da nossa aventura deste post no Bicol.

Continuando sobre uma característica comum da culinária coreana: Banchan (반찬), pratos de acompanhamentos são normalmente servidos com pratos principais em travessas ou tigelas menores normalmente usando vegetais e legumes.

No nosso banchan tivemos conservas de nabo, pepino, tofu temperado, brotos de feijão e kimichi (김치), um tipo de acelga fermentada com pimenta (deliciosa, mas com sabor pungente e apimentado). Para complementar, duas porções de arroz branco, preparado sem sal ou tempero e na minha opinião essencial para equilibrar os sabores e temperos.  Pedimos na nossa visita do Bicol um Bulgogi (불고기), carne marinada para ser feita em uma grelha ou chapa normalmente instalada na mesa.

Okay, essa carne marinada é servida crua e você mesmo prepara? Sim! Normalmente ouço falar “churrasco coreano” para estes pratos, o que não chega a ser mentira, mas é importante notar que estamos preparando ela numa panela aquecida a gás e não carvão (sim, existem outros pratos coreanos assados a grelha com carvão). Existem diversos outros pratos que são servidos da mesma maneira: Cortes de carne (Crus, marinados, bovinos, suinos, é só escolher), banchan e arroz.

O legal desta imagem acima é notar que esta grelha/panela funciona com uma espécie de “piscina” de caldo abaixo. O caldo em si não tem muito sabor, mas vai tanto mantendo a carne suculenta quanto pegando o sabor dela ao passo que a gordura quente vai escorrendo da parte de cima.

Bem, pedimos apenas um prato? Não! O Dorsot Bibimbap (돌솥 비빔밥) é algo próximo de um risoto feito de maneira bem distinta: em uma panela de pedra (sim, pedra!) beeem quente, são colocados o arroz, vegetais, pasta de soja com pimenta complementados por um ovo cru (ou em alguns casos um ovo frito com gema mole). Nesta empreeitada de hoje pedimos um Bibimbap em versão com frutos do mar, que o próprio BiCol me disse que chama Naktchi Dorsot Bibimbap, 낙지 돌솥 비빔밥), também servida em uma panela de pedra fumegante. Eles completaram também que normalmente esta receita é feita com um polvo pequeno que não chega no Brasil, eles usam o polvo “normal”, mas que não muda em nada a receita.

Embora na imagem aqui embaixo vocês vâo ver como ele é servido, normalmente com uma colher de metal, você deve misturar muito bem, formando um cor vermelha (sim é pimenta, mas é saboroso e tolerável) antes de comê-lo.

Para complementar, pedimos uma porção de Mandu (만두), o que pode ser mais comum às pessoas como o seu primo-irmão japonês, o guioza (notem, esta receita faz parte de DIVERSAS cozinhas ao redor do mundo….). Não sei precisar qual realmente veio antes, uma vez que China, Coréia e Japão dividem uma antiga história conjunta, mas esta versão que pedimos era bem menor, cozidas a perfeição (massa leve e crocante, recheio suculento).

Normalmente um molho levemente apimentado (molho de soja, limão e/ou vinagre e óleo de pimenta) acompanha para você dar aquela “chuchada” antes de provar.

Finalmente, uma bebida famosa coreana foi nossa escolha para acompanhar este almoço muito bem servido: Soju (소주). Feito de arroz normalmente (mas existem variações de cevada, batata-doce ou trigo) e destilada, ela tem de 15% a 50% (mais ou menos) de graduação alcóolica.

Pedimos uma versão pouco alcóolica, muito comum em restaurantes coreanos: estamos falando de uma garrafa de 350ml (para efeito de comparação de tamanho na foto abaixo) servida bem gelada em copos de dose para ser bebida junto com o almoço, sem nada junto. Abaixo você verá uma série de variedades saborizadas (pessego, uva, uva verde, morango, maça verde) com o valor por garrafa (neste caso R$35 no Bicol, embora tenha visto valores mais caros e mais baratos em restaurantes).

Ouvi de uma amiga coreana que o Soju contém algumas enzimas que facilitam a digestão de proteína (no nosso caso carne normalmente), explicando parte do por que ela é popular e consumida junto com pratos como o Bulgogi. Sabemos que muitas bebidas alcóolicas e drinks são criados junto a ocasiões para consumo conjunto (caipirinha e feijoada por exemplo), para aliviar o consumo de gordura, temperos fortes, carnes e etc.

 

Vale a pena experimentar o Soju em duas ocasiões, um dia normal, sem comer nada específico e depois tomá-lo junto com algum prato coreano condimentado com carne. Pessoalmente senti uma diferença, e uma diferença boa! Realmente é refrescante, não é agressivo no álcool (sabor) nem na graduação (efeito de embriaguez).

Por hoje é só! Esperamos que você tenha gostado, conheça o BiCol e procure mais sobre culinária coreana! Até a próxima!

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