7th maio

Bife Wellington de Páscoa

Hmmm, já ouviu falar desta receita aí, o tal do Bife Wellington?

Olá pessoal do Comida Conecta! Falaremos hoje de uma receita feita no último feriado de páscoa em clima de família e com uma certa curiosidade: o Bife Wellington.

Pessoalmente tive contato com este prato apenas através de programas televisivos a la “Masterchef” (julguem-me, quem não) naquelas provas de fogo cronometradas: Faça um Bife Wellington em 1 hora.

O lance é: Que diabos é isso mesmo?
O Beef/Bife Wellington é um corte longo de filet-mignon selado e coberto com mostarda dijon e envolto em um refogado de cogumelos. Isso feito, ele é enrolado em bacon ou presunto parma e novamente enrolado em massa folhada para finalmente ser assado cortado e servido.

Parece: Complicado e delicioso certo? COM CERTEZA É!

Então, este post irá contar com muitas imagens que irão procurar desmistificar esta receita e mostrar que é sempre uma delicia arriscar fazer algo que você nunca fez na vida na cozinha, mesmo que seja uma receita famosa vista num Masterchef.

Pelo começo: Um termo culinário francês descreve o que minha mãe sempre fez a cozinha a vida toda e tentou, sem sucesso me ensinar. Mise-en-place em uma tradução literal é “por em ordem” que descreve basicamente a habilidade e disciplina prévia a receita.

Viu aí em cima? Tudo separado, pronto para ser usado na ordem que reza a receita. Falo que minha mãe tentou sem sucesso me ensinar pois amo cozinhar, mas ainda não cheguei a ser considerado organizado. Agora, se estamos listando estes ingredientes, existe pouca chance de dar “errado” (ingredientes bons juntos formam coisas boas, certo?)

Agora, a grande sacada é fazer essa receita com calma e tempo de sobra. Como estamos falando de muitas etapas (pasta de cogumelos, selar bife, cama de presunto, besuntar em mostarda, enrolar em presunto, enrolar em massa..), gente…a chance de dar errado ou ficar meia boca é muito grande.

Por incrível que pareça, fazendo com calma cada etapa do Bife Wellignton, você com certeza fica salivando, se diverte e aprende uma receita nova. Bem, as etapas! Depois de salgar e pimentar o filé, selamos rapidamente todos os lados numa panela com azeite BEM quente:


A ideia aqui é não deixar nenhum espaço cru a mostra. Já que o contra filé é um corte que acaba mostrando algumas fibras, tome cuidado para não deixar de passar nenhum cantinho na frigideira. Ficou mais ou menos assim ó, não fica muito tostado não, mas levemente dourado:


Como sempre, toda vez que eu acabo postando algo aqui, o meu sentimento é sobre as conexões e experiências geradas… Na mesa, na cozinha, no mercado, aonde for. Isso é o que realmente importa. Como um tear, fios de sabores e texturas são urdidos em uma trama de lembranças, formando uma malha que fica presa na minha cabeça por anos. De tempos em tempos, como um armário, abro gavetas dentro da minha mente e lembro os cheiros, momentos e alegrias destas experiências.


Voltando a receita? Precisa ser organizado, não tem jeito! Besuntamos bastante mostarda no bife selado e deixamos um filme plástico de prontidão esticado na pia para evitar qualquer aquecimento desnecessário.

Trançamos o bacon e espalhamos uma farta camada de cogumelos.
DICA! Se você quiser fazer mesmo a receita em casa, tem uma sacada. Os cogumelos precisam estar bem secos, caso contrário dentro do forno a massa folhada vai empapar com a umidade, não dando firmeza para cortar depois.

Antes de colocarmos esse composto de carne+cogumelos+bacon em cima de um quadrado generoso de massa folhada, acabamos deixando na geladeira por 10 minutos para ele não amolecer muito. Aqui a calma impera caros amigos. Não tenho uma coordenação motora muito boa, portanto se conseguir fazer com 4 mãos, melhor.


Nos adiantamos um pouco mas: feita essa etapa da massa folhada, passamos ovo batido por cima e colocamos a peça do Bife Wellington numa forma com papel manteira embaixo para assar. Não chegou a dar meia hora, e como os fornos “caseiros” não profissionais variam muito a temperatura, sugiro ficar com os olhos abertos e o nariz sempre atento ao cheiro!


Lembra que comentei do cogumelo estar bem sequinho? Mesmo no nosso caso, ele ainda soltou umidade, mas acredito que ficou ótimo na sua apresentação final! Como estávamos em família na Páscoa, nossa opção para servir foi um arroz à grega e salada de folhas simples, bem caseirão.


Sério gente, a receita em si pouco importou. Nem a ocasião do feriado. Para quem realmente me conhece sabe que esta foto aqui embaixo guardou aquela trama que comentei lá em cima. Minha esposa tirou essa foto sem eu saber, mas representa bem a ideia de fazer o Bife Wellington, de escrever esse post e manter este blog.


Tudo importa nesta foto. Estávamos cozinhando eu e minha mãe, minha amiga, na cozinha dela. Nos xingando, rindo, dando pitacos e gritando “assim não!!”. Claro que por ser minha mãe, essa lembrança vai ter um lugar especial na minha cabeça, mas convido você a fazer isso. Cozinhar com um amigo. Com um estranho. Na sua casa, na casa de alguém, no mato, na praia, não importa nem aonde nem o quê cozinhando. Comida conecta gente. Nunca se esqueçam disso.

Comentários (0)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *