16th abr

Spiandorello

Olá Comida Conecta! Voltamos hoje para um post profundamente ligado ao nosso propósito: conexões a mesa. Nosso cenário será o Restaurante Spiandorello, localizado na cidade de Jundiaí, pertinho de São Paulo.

Se você não conhece o Spiandorello nem Jundiaí, não tem problema. Esta cidade também tem profundas conexões com imigrantes italianos que vieram buscar a vida no Brasil. Talvez você tenha ouvido falar da famosa Cidra Cerezer, que por ventura, fica na mesma rua do restaurante que falamos hoje.

Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

O Spiandorello em si não vai lhe mostrar nada de especial do ponto de vista gastronômico: Serviço à francesa, receitas desconstruídas, refino e classe.

Mas ele fala, pelo menos comigo, com o meu coração e estomago.

Claramente influenciado pela presença italiana na região, é um daqueles lugares abertos, muito arborizados e extremamente calmante, mesmo se houverem muitas pessoas desfrutando de uma refeição em família.

Já tive o prazer de ir duas vezes lá num almoço tardio de dia de semana. Tá aqui o ponto do começo do blog: Um amigo querido me levou lá. E falou sobre como ia quando era criança levado pelos seus pais.

Nestes tempos modernos, ir em um restaurante no qual seus pais ou avós iam, e que mantém quase que por inteiro seu menu, origem e propósito é algo mágico para mim. Não apenas do ponto de vista financeiro, dada a alta competitividade do setor, mas num sentido familiar.

Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

O Spiandorello me foi descrito quase que uma instituição pelo meu amigo: Coma a linguiça aperitivo, peça a jarra de vinho seco e tome com uma soda limonada, experimente o risoto de miúdos de frango.

Para muitas pessoas de famílias italianas residentes no Brasil, isso parece um almoço de domingo na casa da nonna, certo? Pois é. Foi ESSA sensação que tomou conta do meu peito neste dia. Tinha vindo a Jundiaí para dar notícias que não seriam agradáveis a este amigo.

À mesa, como dois homens formados, falamos de peito aberto sobre a vida e nos deliciamos em o que poderia ser descrito como um modesto banquete de reis!

Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

Vendo a foto abaixo, dá para entender que aquele lugar era uma fazenda, uma propriedade rural isolada há anos atrás, que conserva o charme e um clima bucólico de interior que consegue te levar para momentos distantes onde você poderia ter a sensação que as coisas eram mais simples, mais claras, mais felizes.

De ambas as vezes que fui neste lugar, profundamente influenciado pela energia do amigo que me levava, sai satisfeito, com sono, feliz e grato pela amizade e sedento pela mesa. Pelo vinho. Pelas estórias. Pela história. Pelas receitas. E o que o mundo pode me mostrar ao prato.

Até a próxima!

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