comida camaronesa
20th fev
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Comida Camaronesa – Biyou’ Z

Olá Comida Conecta!
Hoje iremos conhecer um pouco da culinária africana e da comida Camaronesa! Visitamos o Biyou’Z, restaurante localizado no centro velho de São Paulo, que há mais de uma década oferece uma experiência culinária autêntica. Talvez esta opção não seja a sua primeira escolha, a não ser que goste de algo fora do comum, mas convido todos a conhecer tanto o que a região e este restaurante tem a oferecer.

comida camaronesa
Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

Começando pela região: Hoje o centro velho de SP, outrora famoso pela boêmia, arquitetura clássica, música e cultura, sofre bastante com o descuido. Não estamos aqui para criticar governos ou governantes, apenas lamentar o fato de uma região riquíssima não estar oferecendo seu pleno potencial a qualquer paulistano ou turista. Do edifício do Banespa, esquinas famosas como Ipiranga X São João e tantas outras ou pela fachada de edifícios históricos, o centro oferece horas de passeio para qualquer interessado. Invariavelmente, a segurança e limpeza dos lugares são preocupantes, mas não apagam a beleza dos lugares.

comida camaronesa
Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

Chegamos ao Biyou’Z, na Alameda Barão de Limeira, nos deparando com um restaurante simples e aconchegante, com poucas mesas e decoração obviamente tradicional do continente berço da humanidade. O cardápio bem elaborado nos ofereceu uma imensidão de pratos com nomes típicos e apetitosos. Okay, pausa. Simplificando? Centro velho detonado e eles ainda conseguem manter um lugar bacana oferecendo apenas receitas tradicionais! Outra coisa, eu não tinha ideia do que esperar, essa é a verdade. Minha primeira sensação foi que as receitas abusam de vegetais, da simplicidade do preparo e da profundidade dos temperos. Não quer dizer que é picante, mas é uma comida forte.

Comida forte e com personalidade

Pedimos bastante para um almoço: Salada de Abacate de entrada, petiscos de peixe frito, um prato de carne e outro de frango. Para bebidas, suco de gengibre e um drink de cachaça com tamarindo. Para evitar superficialidades, vamos por partes: A salada não estava com um nome típico, mas achei uma combinação ótima. Refrescante e bem preparada. Ok, você pode pensar: Caraca, é apenas abacate, tomates e tempero. O ponto do abacate e do tomate é crucial para não ficar uma coisa aguada nem pastosa demais. Fica sim o elogio e o mérito no preparo.

Sobre os bolinhos, não importa muito aqui qual o peixe usado, mas sim o tempero e ponto de fritura. Ambos excelentes, não muito salgados e com aquela “sensação” de maresia no ponto exato, sem salgar demais. Partindo para as bebidas: gengibre e tamarindo são dois ingrediente mega-hiper-blaster poderosos na minha opinião. Ambos podem ser usados em receitas doces, salgadas e bebidas. O suco de Ginja (provavelmente “ginger” do inglês) é simples mesmo, gengibre e água, mas bem gostoso. Por fim, o Dubay é feito com cachaça envelhecida e pasta de tamarindo. É difícil descrever o sabor do tamarindo para quem não experimentou, algo agridoce bem característico. O resultado? Uma “caipirinha” potente, que deve ser levada a sério e degustada (não sugiro grandes goles).

comida camaronesa
Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

 

Agora, aos pratos quentes!

Kitoor, pasta de amendoim torrado com couve e camarão moído com fufu de arroz e frango empanado (ao lado esquerdo da foto). Ao lado direito da foto, Issingui, molho de beringela, carne refogada e mandioca cozida. Tentando explicar melhor: os pratos são servidos mesmo, sem ser em porção, oferecendo uma quantidade farta e apresentação simples. Alguns podem estranhar esse Fufu, travesseiro de arroz que se assemelha com o moti japonês: uma pasta de arroz moído e cozido. Me parece uma opção tradicional mais prática para comer receitas com caldo mais espesso. Ambas as receitas tem ingredientes simples mas uma profundidade de sabores excelentes. Destaque aqui para o camarão moído e amendoim, já conhecido em algumas das nossas receitas.

Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

O que fica na cabeça é o imenso respeito culinário pelo continente que deu origem ao homem moderno. Se por um lado você pode sentir falta das escolas européias (tanto nas receitas quanto na etiqueta ou maneira de apresentação), é obrigatório o reconhecimento da influência que este tipo de comida tem no Brasil, especialmente no nordeste e em receitas como as Feijoadas, Muquecas, Vatapás, Carurus, Acarajés e tantas outras.

No final do nosso almoço percebemos a presença da Biyouha Melanito, chef e fundadora do restaurante. Dona de um sorriso encantador e uma culinária poderosa, ela nos agradeceu a visita sem mostrar sotaque algum (lisonjeada disse que se conversasse mais dez minutos com ela, o sotaque naturalmente iria aparecer). O Comida Conecta termina por aqui hoje! Estamos em busca de lugares novos e inusitados para conhecer, se tiver uma dica, comente aqui embaixo!

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