Culinária Coreana

Sim, culinária coreana! E antes que qualquer pessoa venha com preconceitos ou falar que é estranho ou esquisito, por favor, leia este post até o final: iremos falar de culinária coreana de uma maneira inicial justamente para incentivar todos a provarem receitas deliciosas deste país. Um segundo preconceito a se evitar neste momento: Culinária coreana não é igual a japonesa nem a chinesa ok? Embora alguns ingredientes e até receitas se repitam, vamos tratar isso com a curiosidade que merece!

Pessoalmente, a minha primeira experiência foi no bairro do Bom Retiro em São Paulo, conhecido por ser reduto da comunidade Judaica e Coreana. (By the way, se alguém se interessar por culinária judaica ou saber sobre, ME AVISE!) Há uns 15 anos ou mais meu irmão me levou em um lugar com cardápio 100% em coreano, na Rua Prates. Mindblowing! Comemos muitas conservas apimentadas e adoramos! Depois continuamos pesquisando lugares para provar outras receitas! Okay, introdução feita!

Por que este primeiro bloco misturando duas culturas? Compramos alguns ingredientes e produtos no Happy Mart, mercearia aparentemente sem site, mas colado à Sinagoga Ahavat Reim. Compramos algumas coisas que vamos explicar: Tteok , Gochujang , ChocoPie, Pepero e Soju.

tteok gochujang chocopie pepero soju
Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

Um lance que é legal explicar cedo é: Coreano ADORA pimenta. Tento sempre explorar este aspecto, porque pimenta não pode ser “apenas” ardida. Quem é tarado por este ingrediente sabe que nuances de sabores doces, amargos, ácidos, defumados e trocentas mil outras coisas fazem parte da pimenta. A partir deste aspecto vou apresentar uma receita típica e cotidiana para a culinária coreana: Kimichi.

Fonte: Bruno de Toledo de Almeida

Viu a foto aí acima? Estamos falando de uma conserva de acelga fermentada com pimenta (embora existam variações com outros vegetais/hortaliças). Sim, você leu isso mesmo, fermentada. Larguemos o nojinho de lado e vamos entender o que isso realmente significa. Conservas fermentam normalmente, acentuando os gostos e temperos com o tempo. Este Kimichi assusta muitos só pela ideia de ser extremamente apimentado. Neste ponto, podemos dizer que os japoneses tem uma versão mais branda, não tão apimentado. O ponto é, é bem pronunciado o sabor da pimenta e da salmoura. Mas se você gosta de conservas, TEM QUE EXPERIMENTAR.

Depois iremos passar para um segundo prato que acabei experimentando mais tarde na vida, em uma barraca de rua perto da Avenida da Aclimação que servia espetinhos apimentados de carne e a tal da receita: Tteokbokki (Aprendi a pronunciar Tô-Pô-Ki, pessoal coreano ou que entenda, se estiver errado, please, me corrija). Tivemos a sorte de conhecer algumas mercearias na Rua Guarani, tipicamente coreana que vendia os ingedientes principais: Tteok – Macarrão grosso de farinha de arroz (ou moti para os japoneses) e Gochujang – Pasta de Pimenta.

tteok gochujang
Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

 

Fizemos uma receita em casa de maneira bem simples (creio que algumas coisas podem não ter ficado como o original, de novo, colaborações são bem vindas!). Alho fresco e a parte branca da cebolinha fresca cortados com um fiozinho de óleo de soja com algumas gotas de óleo de gergelim. Não deixar dourar, apenas refogar e colocar uma colher da Gochujang com uma colher de Misô (Pasta de Soja). Adicionar uns 300mls de água junto com Hondashi (caldo de peixe seco). Ferver e adicionar 1/4 de colher de sopa de amido de milho dissolvido em água. Depois, ferver água em outra panela e amaciar o Tteok uns 5 minutos. Escorrer, misturar ao molho e colocar a parte verde das cebolinhas. Voilá.

A segunda parte deste post vai para um resturante típico, Seok Joung, no Bom Retiro também. Pedimos um churrasco de costela bovina, NOME COREANO, que acompanhou diversas porções e conservas super gostosas, além de pedir um Nem Nyon, macarrão frio feito de batata, super refrescante, com maça verde, pepino e nabo fresco em fatias. Tem também duas fatiazinhas de costela ai embaixo e um ovo cozido, que pelo menos para mim, são mais decorativos.

seok joung
Fonte: Pedro de Toledo de Almeida

Para terminar, recomendamos também o Portal da Coréia , que fica na região da Liberdade. Vale a pena pedir aqui o Bulgogi (me disseram que o B fica com som de P no coreano então ficaria Pul-go-gui a pronuncia), receita de carne marinada grelhada ou feita em uma chapa. Na realidade, esta “chapa” não é reta, mas um tipo de panela típica para fazer o tal do churrasco coreano. Um pessoal de família japonesa me apresentou isso como Genghis Khan, um jeito típico da Mongólia de se assar carne.

Neste post, a colaboração internacional de culinária coreana fica para o Yechon, em Washington, DC que o Bruno teve a chance de conhecer e de um mercado tradicional de Seul que ele visitou.

yechon seul
Fonte: Bruno de Toledo de Almeida

Talvez este post tenha ficado um pouco longo, mas alguns comentários são necessários: Normalmente, os restaurantes fecham cedo, não comenta o erro de querer ir no final da noite, umas 22h, muito provavelmente não estarão abertos. Outra coisa que merece atenção em um post novo é algo de interesse de muitos: Bebidas Alcoólicas Coreanas.

Falamos lá no começo do Soju, destilado de arroz super leve, normalmente tomado bem gelado e no meio das refeições, MAS, Makgeolli, Podoju e outras várias bebidas são bem comuns (mas podemos entrar nelas em uma outra ocasião). Por hoje ficamos por aqui, esperamos que você tenha gostado!

Comments (1)
  • Mto legal a matéria! Super informativa!! Achei interessante cobrir não somente restaurantes, mas tb falar sobre produtos que podemos usar em casa.
    Lembrei de uma coisa legal sobre o SOJU, ele ajuda a balancear o PH do estômago, muitos dos pratos coreanos são a base de fermentação, como KIMCHI.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *