29th jan

Feliz 2017!

Janeiro já está terminando, mas a gente acabou começando o ano só agora no Comida Conecta.
Ainda em tempo, desejamos um ano maravilhoso para todos!

Queria começar resgatando uma ideia que tive ano passado: Mais do que apenas falar de festividades passadas, mesas fartas, Natal, aves assadas, vinhos e a esbórnia normalmente conhecida por diversas famílias no ano passado pensei:

“Como foi a virada do ano para outras famílias aqui no Brasil e no exterior?”

Claro, tudo isso com foco na comida, mas… caramba, além disso, para quem passa virada de ano fora de casa (seja dos pais ou a sua terra natal), estas festividades devem ter um gosto diferente, não?

Pois bem: Iremos a Praga, Sydney, Dussedorf, e Maricá, no estado do Rio de Janeiro.

Wurzburg, Alemanha

Nesta cidade, quem nos ajuda neste post é o Ives Bernardelli de Mattos, que conheço faz quase 10 anos, apresentado por outro amigo em comum. Ele mora atualmente em Wurzburg e está num programa de doutorado em engenharia de tecidos celulares na Julius-Maximilians Universität . Pedi a ajuda dele para descrever a ceia de ano novo e uma simpatia no mínimo curiosa, olha só a ceia dele aí!

“O chucrute de repolho vermelho tem gosto de chucrute normal… Nada muito além disso… Aqui eles chamam de Sauerkraut… Mas é feita com Rotkohl (repolho roxo).

Aquilo (foto abaixo) é uma carne de caça. Com um molho de cerejas bem puxado no azedo, um tipo de nhoque alemão e um tipo de chucrute. O Knödel tem aparência e textura de nhoque sem molho. Ele é bem massudo e na Alemanha inteira se come isso.

 

A carne tem um sabor diferente, mas ela tem textura de carne de vaca, mas com gosto só dela.

Não é forte, mas é bem diferente. Não é muito meu prato preferido, preciso ser sincero(…)”

Além da ceia, descobri com ele uma simpatia local para fazer previsões de como será o próximo ano, veja isso, é no mínimo interessante, mas sem muito fundamento!

“Isso (imagens abaixo) são figuras de estanho e a colher de é de aço. A gente derrete as figuras usando a vela e, quando tudo estiver derretido, a gente joga na panela de água fria…

Aí, formará uma figura… Cada um tem a sua, a minha você pode ver na minha mão. Depois cada um tem que interpretar o que parece esse treco e ler numa listinha”.

 


“Nessa lista tem o nome de uma possível forma e o que isso significa, como se fosse um presságio pro futuro do ano. Mas a parte ruim é que o meu negócio de estanho derretido não pareceu com nada que tava na lista” (Rá!)

Mesmo assim sempre tem uma parte chata de passar estes feriados longe de casa. Perguntei para o Ives a sensação dele sobre estar longe.

“O Natal é bem complicado, pelo fato dele ser pra nós algo que se passa com a família. Uma amiga italiana teve uma crise meio brava e eu conversei bastante com ela pra tentar dar um outro ponto de vista e ajudar a ela a ultrapassar essa dificuldade (temos muito em comum com os latinos em geral, uma vez que somos um grupo deles!). Em relação ao clima e ambiente, é algo novo e legal passa o Natal em um período de inverno, os trajes e os costumes que a gente vê na televisão fazem mais sentido… haha!

Já o final de ano… Caramba! O ano novo é um lance complicado! A gente não nota como ano novo no verão faz muito mais sentido, passar a virada do ano fazendo coisas dentro de casa e saindo pra rua pra soltar fogos enquanto você luta contra o impiedoso frio que destrói suas forças vitais!

Isso é foda! Trocando em miúdos: Acho que ambos são complicados de passar fora: Natal pela família e ano novo pelas condições climáticas.”

Praga, República Tcheca               

Neste caso, quem passou a virada do ano em Praga foi o Bruno de Toledo de Almeida e a Helen Almeida, conhecidos daqui já do nosso post da Russia. Check it out, a partir daqui é o relato deles mesmo:

“Passamos o final de ano com um grupo de amigos em Praga, República Tcheca. Decidimos passar o Réveillon na Praça Velha da Cidade, um dos maiores pontos turísticos, que estava repleta de tchecos e turistas.

Como em muitas cidades européias, uma feira de natal e ano novo estava acontecendo, com diversas barquinhas vendendo bebidas quentes (chá, café, vinho quente, cidra e hidromel) e comidas típicas, como o “presunto de Praga”, assado na brasa, salsichas com batata e repolho e queijo na brasa.

Tudo para segurar o frio (estava uns 5 graus abaixo de zero). Mas a estrela da festa era o Trdelník, massa folhada que é assada na brasa com açúcar e canela e servida pelando, podendo ser acompanhada de Nutella – criminosamente doce…

Nos restaurantes, as opções clássicas da culinária tcheca são: o joelho de porco assado, servido com chucrute e mostarda, em porção mamute, e o pato assado com repolho roxo cozido no vinho e “dumplings” de batata e de pão para secar o molho. Comidas nada leves, com muita sustância e sempre acompanhadas da incrível cerveja checa, bebidas aos baldes.

 

 

 

No geral, as porções são gigantescas – dificilmente você vai passar fome ao pedir qualquer prato – e os pratos são baratos (um joelho de porco que serve duas pessoas com folga sai por cerca de 10 dólares e o chopp de meio litro custa menos de 2 dólares). Em resumo, se você gosta de comer e beber cerveja, um Natal em Praga é mais do que recomendado!”

Sobre passar o final de ano longe de casa, dá uma olhada o que ele acha:

Passar Natal e Ano Novo longe de casa é um pouco estranho, porque nem sempre as tradições e costumes são os mesmos, mas ao mesmo tempo isso se transforma em uma oportunidade de vivenciar algo novo e interessante, mesmo que às vezes você corra o risco de entrar em uma furada. O mais importante é estar de bom humor e bem acompanhado – seja família ou amigos!

 

Sydney, Austrália

Literalmente do outro lado do mundo, os queridos Arthur de Souza e Lygia Camara se aventuraram ano passado em Sydney e pelo visto estão adorando a experiência! A virada deles foi um pouco diferente, dá uma olhada o relato deles:

“Vamos falar de virada!
Vou dizer que a empolgação de passar a virada na frente de todo mundo pode deixar um pouco a desejar se você não se planejar com antecedencia. Ao contrário do Brasil onde a farra começa a meia noite, aqui os fogos anunciam mesmo é a ida pra casa.
Tanto planejamento coloca todos os lugares onde tem vista para os fogos da ponte lotados bem cedo. E como não estávamos no clima de lotação resolvemos passar a virada em uma praia mais próxima da nossa casa, até porque o Uber estava cobrando uma sobre-taxa.
Enfim nos encaminhamos pra Dee Why as 21h quando pasme, foram os fogos, sim 21h e não 00h, isso porque é uma festa família e para ter a participação de todos. Assim 22h a praia já estava quase deserta.

Passamos a virada num um grupo de varios brasileiros, dos quais realmente conhecíamos umas quatro pessoas. Mas com muita música e comida boa. Depois da meia noite, varias ligações e facetimes depois, com uma pausa pra pular as 7 ondas e entrar 2017 com energias renovadas”.

Okay, vocês devem estar perguntando: E a comida? Certo?

Juro, creio que a parte bacana é mostrar um lado real de cada um nesse blog. Palavras da Lygia:

“Acabou cedo, nem parecia revellion, sem emoção. Tivemos só alguns beslisquetes em ma mesa de frios, pães, patês. Tava bom, a namorada do nosso amigo (onde ficamos) é chef. Foi muito fora do comum sabe!”

 Pessoal, falei lado “legal” por que este espaço é dedicado a experiências reais, nem sempre a gente glamour, alta cozinha e lances gourmet! Mesmo com essa experiência pouco comum no final de ano na Austrália a Lygia e o Arthur estão adorando este período do outro lado do mundo.
Márica/RJ, Brasil

O relato carioca deste post ficou sob a responsabilidade do Max Denvir, ex-colega de trabalho, designer e amigo querido que comemorou de uma maneira muito conhecida por várias famílias. Esqueça a ceia, o lance aqui foi churrasco mesmo.

“O final de ano foi em na casa de praia de um amigo. A casa é em Itaipuaçu, distrito de Maricá/RJ. Foi uma confraternização entre amigos de longa data. O bolo presente na mesa é da aniversariante, Dona Loren, que fez aniversário no dia 30. Ela é mãe de uma das meninas que passou a virada com a gente. Ao todo foram 13 pessoas.

O rango teve direito a farofa com passa e sem passas para agradar a todos. Churrasco, arroz fresquinho, vinagrete e salada de legumes. Para os vegetarianos presentes, pão de alho, cebola assada e carne de soja. Deu trabalho. Principalmente quando descobriram que carne de soja é muito bom e fizemos uma nova panelada bem próximo da virada.

Em meio a isso tudo, piscina, praia, pagode noventista, muita cerveja e mate bem gelado!”

E aí, curtiu? A parte mais legal foi o Max conseguir um churrasco de carne de soja de maneira democrática. Falando nisso, caso você seja vegetariano ou goste de comida vegana, fique à vontade para comentar aqui. Sou onívoro por definição, mas respeito qualquer orientação para alimentação. Vegetarianos, carnívoros, todos são bem vindos! Neste ano queremos viajar ao redor do mundo conversando mais como a comida conecta!

Espero que tenham gostado! Até a próxima! Feliz 2017!

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