Alla tavola!

Hoje iremos falar sobre comida italiana!

No Brasil temos uma gigantesca variedade de excelentes opções de comida italiana, seja em cantinas tradicionais, no mercado gourmet do titio Jamie Oliver, nos lugarezinhos escondidos ou simplesmente na casa da Nonna (mesmo que a avó não seja sua ou nem seja italiana).

Aqui na terra tupiniquim, como moro em São Bernardo do Campo, seria crime não falar das “colônias”, conjunto de restaurantes italianos (pelo menos na origem), criado pelos imigrantes que aqui chegaram e colaboraram para o desenvolvimento da cidade.

Infelizmente o São Judas, restaurante que fez parte da infância de muita gente na região do ABC fechou ano passado devido a crise financeira deste ano. Atualmente, eles contam com um serviço de delivery e uma unidade no shopping São Bernardo Plaza.

Outra opção famosa na região é o Santo Antonio, restaurante muito antigo e simples que servia delicias como nhoque com miúdos, frango a passarinho com polenta frita, capeletti in brodo e outras coisas mais.

Claro que na terra da garoa, destacam-se igualmente as cantinas (também de famílias italianas) na região do Bexiga e Bela Vista. : C que sabe. Taormina. Famiglia Mancini entre tantas outras. Mas podemos falar um dia só delas e das festas de rua como a N.Sa. Achiropita e a San Genaro.

Hey, por favor não fiquem bravos de eu não ter colocado tudo, o espaço é limitado! Mas por favor, deixe sua colaboração aí embaixo nos comentários. Não irei falar muito de pizzas aqui, com certeza merece um post a parte.

Para terminar esta primeira parte falar da minha Nonna (paterna). Dona Celina Bertelli sempre juntou a família toda (claro, junto com meu avô David de Almeida) para almoços/banquetes nos finais de semana.

Sério…. Lasagna, pasta fresca, gnochi, risotos, minestrones e muitas outras receitas eram o cardápio (muitas vezes acompanhadosde vinho). Regras da casa: Cada um traz um pouco, não vale ter pouca comida. Sobrou? Leva pra casa. Isso sem tirar quando dava a louca na família e rolava os três tenores ou os CDs do Luciano Pavarotti.

Do outro lado, tinha um bisavô italiano, Olindo Quaglia, que iniciou a vida profissional assoprando vidro em fabricas como a de Murano, aquela ilha que tem fábricas de vidro super conhecida. Então o bisavô acabou perdendo os dentes, devido ao calor exposto ao assoprar os canos para moldar o vidro quente…

Veio para o Brasil mais tarde, morando em Santos e posteriormente em São Caetano do Sul (participando do movimento autonomista da cidade). Levava consigo um ditado:

“Alla tavola non s’invecchia”

Na mesa não se envelhece. Riso, piadas, muita comida, histórias de tempos passados e crianças correndo pela casa. Essas foram lembras da minha infância. Bebendo diariamente (cerveja e bitters/digestivos) e com 4 refeições longas, viveu até os 96 anos. (queria eu ser assim…)

A outra parte é falar um pouco da terra da bota mesmo, que tem outra gama gigantesca de sabores, receitas e particularidades regionais (a gente chega lá logo menos). Tive a chance de visitar Milão, Veneza, Florença e Roma. Uma cidade melhor que a outra. Para quem manja de geografia, nota-se que visitei no máximo o norte e centro italiano. Sardenha, Calabria e Sicilia ficarão para a próxima viagem. Passaria meses na Itália sem dúvida.

pizzaVou ser sincero, a primeira coisa que comi na Itália foi… Churrasco grego. Sim, isso mesmo, aquele Swarma feito de pão sírio fino com carne fatiada daquele negócio que fica girando o dia todo. Ok, não foi a escolha mais autêntica.

Depois sim, bastante pizza! (Massa mais grossa, experimentei opções com cogumelos, brócolis e presunto parma. Todos deliciosos) Fato legal foi ter encontrado muitos lugares vendendo pizza em fatiazonas quadradas.

Em Milão, uma das primeiras coisas que tive vontade de fazer foi ir a um supermercado de bairro mesmo para ver o que tinha de interessante.

prosciuttoDe cara encontrei outro ponto super importante para mim na lista de coisas a se provar: o tradicional Prosciutto, que costumamos falar aqui como Presunto de Parma.

Sério, pense em pelo menos 10 opções só de presunto para escolher. De criança comia este presunto em ceias de natal e ano novo, muitas vezes com melão ou figo. Simplesmente delicioso!

Seguindo rapidinho para Veneza, literalmente uma cidade construída com pequenas ilhas dentro da “Lagoa Veneta”.

Daria para ficar anos falando sobre a história e importância comercial de Veneza, mas vamos falar de comida!

Que vale comentar: Dogado Lounge, restaurante no segundo andar de um supermercado com um menu delicioso e uma vista muito bacana!

dogado

Continuando… Por mais que não se vejam carros em Veneza, a cidade é constantemente abastecida o ano inteiro. Uma cena muito boa é encontrar barracas de peixe e frutas no meio da cidade:

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Vai viajar para Itália? Além de massa, pizza e vinho, é obrigatório comer frutos do mar, cannolis e provar Aperol Spritz.
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Em breve faço um segundo post para trazer um pouco mais sobre a culinária italiana!

Por favor comente aí alguma lembrança bacana de pratos italianos, histórias de família ou o que você quiser! Até!

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